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PF apreende 595 quilos de cocaína em operação que investiga rota da droga entre Brasil e Portugal

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (19) uma operação para desarticular uma suposta organização criminosa que atua no tráfico internacional de cocaína entre o Brasil e Portugal.

19/04/2022 às 18h48
Por: Redacao Fonte: Folhapress
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Foto: Divulgação/PF
Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (19) uma operação para desarticular uma suposta organização criminosa que atua no tráfico internacional de cocaína entre o Brasil e Portugal.

O ponto de partida da operação, batizada de Descobrimento, foi a descoberta de 595 quilos de cocaína em um jato executivo que pousou no aeroporto de Salvador para abastecimento em fevereiro de 2021.

A carga de cocaína foi encontrada após inspeção na fuselagem do avião, que pertencia a uma empresa de táxi aéreo portuguesa.

A partir da apreensão, informou a Polícia Federal, os investigadores conseguiram identificar a estrutura da suposta organização criminosa que inclui fornecedores de cocaína, mecânicos de aviação e auxiliares, pilotos e doleiros.

A PF cumpre sete mandados de prisão e 43 mandados de busca e apreensão na Bahia, São Paulo, Mato Grosso, Rondônia e Pernambuco. Em Portugal, a polícia portuguesa cumpre três mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva nas cidades do Porto e Braga.

Uma das pessoas presas nesta operação foi a doleira Nelma Kodama, conhecida por ter sido uma das primeiras delatoras da operação Lava Jato. Ela foi detida em Portugal e será encaminhada ao Brasil, onde ficará à disposição da Justiça Federal da Bahia.

Adib Abdouni, advogado de Nelma Kodama, disse que ainda está colhendo informações sobre quais as suspeitas que resultaram na prisão da doleira. O inquérito corre em sigilo.

As medidas judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal de Salvador e pela Justiça portuguesa. A Justiça brasileira também decretou medidas de apreensão, sequestro de imóveis e bloqueios de valores em contas bancárias usadas pelos investigados.

A Polícia Federal teve colaboração da DEA (agência norte-americana de combate às drogas), da Polícia Judiciária Portuguesa e do Ministério Público Federal.

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