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"Continuaremos a ter dificuldades", adverte presidente da FMS sobre pandemia

O presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, o médico Gilberto Albuquerque, afirmou que a área de saúde ainda vai enfrentar muitas dificuldades após o fim do estado de emergência sanitária da covid-19. Gilberto disse que serão gargalos a aquisição de insumos, o atendimento as longas filas de cirurgias e consultas que deixaram de ser realizados nos dois anos de pandemia.

18/04/2022 às 23h04
Por: Redacao Fonte: portal cidadeverde.com
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Foto: arquivo Cidadeverde.com
Foto: arquivo Cidadeverde.com

O presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, o médico Gilberto Albuquerque, afirmou que a área de saúde ainda vai enfrentar muitas dificuldades após o fim do estado de emergência sanitária da covid-19. Gilberto disse que serão gargalos a aquisição de insumos, o atendimento as longas filas de cirurgias e consultas que deixaram de ser realizados nos dois anos de pandemia. 

No domingo (17), o ministro Marcelo Queiroga anunciou em cadeia de rádio e TV, que o governo irá publicar um ato normativo colocando fim na emergência sanitária provocada pela Covid-19. Já a OMS (Organização Mundial da Saúde) alertou que ainda não é o momento de baixar a guarda para o controle da doença.

Para o presidente da FMS, a publicação do ato não significa que a situação voltou ao seu normal, e destacou que o país, assim como outros, ainda enfrentam vários problemas na aquisição de insumos para a área da saúde

“Nós ainda enfrentamos um grande problema, que são os insumos. Ainda tem vários medicamentos e insumos que ainda não estão no mercado, então ainda enfrentaremos muitas dificuldades, mesmo deixando de ser pandemia, continuaremos a ter dificuldades”, afirmou.

Ele ainda destacou que outro problema que a administração pública irá enfrentar é em relação as cirurgias eletivas, consultas e exames que deixaram de ser feitos devido a pandemia, o que pode demorar até 3 anos para que a situação seja normalizada.

“O levantamento feito pelo Ministério da Saúde é que o represamento de consultas e exames dure três anos ainda e que haverá uma necessidade em torno de R$ 25 bilhões. Como não vamos esperar esses prazos que o Ministério da Saúde deu, já estamos começando com a Saúde Itinerante, que é o atendimento em mutirões começando pela zona Rural. Temos o Hospital do Dirceu que estamos adequando para ser um hospital de referência nessas cirurgias eletivas, exatamente para dar celeridade no atendimento dessa demanda represada”, disse Gilberto Albuquerque.

Ele explicou que as áreas onde existe a maior demanda são em Oftamologia e Ortopedia, por isso os mutirões vão ser focados principalmente nesses segmentos.

“Oftalmologia e ortopedia são as áreas que no primeiro momento estamos promovendo exames, além de mutirões, e exames como ultrassonografia, onde temos uma demanda represada muito grande. Os mutirões vão começar na zona rural, para trabalhar essas áreas de maior represamento”, esclareceu.

 

 

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